
Logística e educação: o grande capital é o humano. Investimentos financeiros não bastam.
Esta é a frase utilizada por Helena Biassotto, diretora de Administração de Recursos de Terceiros da Banrisul Corretora, para demonstrar que não adianta apenas ter recurso para investir, adquirir e crescer. Para ela, é preciso apostar nas pessoas, além de contar com um bom suporte financeiro.
Um exemplo disso é a Omnilink, que no último ano, com a ajuda do fundo Pátria Investimentos, adquiriu quatro empresas concorrentes, passou por um processo de fusão com Teletrim e Graber e aumentou de 8 mil para mais de 200 mil veículos rastreados. Segundo o presidente da empresa, Cileneu Nunes, a etapa mais difícil em todo este preríodo é o momento de esclarecer as mudanças aos funcionários e passar tranquilidade perante a nova situação.
" Não queríamos mais ser uma empresa média, pois não acredito que as empresas médias tenham futuro. Após as aquisições houve um ganho muito grande de sinergia, e o resultado já poder ser visto neste ano", comemora Nunes, que explica, ainda, que as aquisições foram feitas em parcelas, mas o processo macroeconômico surge muito rápido. "Conseguimos ter resultados tangíveis em curto prazo", revela.
Fernando Torres, diretor financeiro da AGV Logística, que adquiriu duas empresas em 2008 (entre elas a Delta Records), com auxílio de um aporte financeiro de Equity International, compartilha da opinião do presidente da Omnilink, e afirma que não há espaço para ser pequeno. Na visão de Torres, o mercado logístico ainda é fragmentado, mas este quadro irá mudar.
Ele conta que a AGV sempre viu o mercado de capitais como um meio de atingir os objetivos e alavancar os negócios, e ressalta a importância de consultar especialistas nesta área, para não cometer equívocos. "É algo profissional, que não pode ser feito de maneira atabalhoada.
O mercado financeiro brasileiro está muito saudável", enfatiza, respaldado por Helena, da Banrisul, que afirma que o processo de colocação de recursos não é algo tão simples quanto pode aparecer.
Ainda destacando os cenários econômicos para o setor de logística, Helena informa que a combinação mercado interno e expansão, setor produtivo sofisticado e sistema financeiro sólido colocou o Brasil em 64º lugar entre os 134 países analisados pelo World Economic Fórum - WEF, no ano passado.
" A perspectiva para a economia nacional é de um crescimento impulsionado pelo consumo interno, beneficiando transporets por cabotagem, ferroviário e rodoviário", prevê.
Para encerrar, a diretoria da Banrisul revela que os principais entraves que se apresentam para o progresso são os tributos, a infraestrutura inadequada e a falta e profissionalização. " O grande gargalo na infraestrutura nacional é o transporte de cargas", destaca.
Artigo retirado da revista Log Web edição nº 88 junho/2009.
Bem, através deste artigo podemos observar que algumas grandes empresas investem no mercado financeiro afim de obter recursos para seu crescimento. Isto também é um estímulo para muitos, mas no âmbito de Logística ainda paramos na infraestrutura, nossa malha rodoviária é muito precária, a cada dia temos milhões de novos carros nas ruas com as mesmas quantidades de ruas e estradas, um simples trajeto de Suzano para São Paulo, pode demorar até 3 horas, devido ao gargalo que se instala nas principais rodovias hoje.
Nossa malha ferroviária para carga à muito não suporta toda a demanda e o modal hidroviário nem se fala...
mas em uma coisa concordamos, o capital humano é essencial para a progressão desta estrutura, mesmo com todas as dificuldade de infraestrutura.
A grande vantagem para as grandes empresas é a capacidade de reduzir custos pela quantidade de tarefas que agregam valor em toda a cadeia, para os pequenos restam criar uma solução para agilizar as entregas, pois só assim podem criar um diferencial.
Abraços..
