quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Roy Orbison

Roy Orbison é considerado um dos maiores compositores e cantores dos anos 60, um dos precursores do rockabily e um dos mestres da balada romântica. Nasceu no dia 23 de abril de 1936 em Verno, Texas, Estados Unidos. Seus pais Orbie Lee e Nardine, deram sua primeira guitarra quando tinha 6 anos de idade. Como era de se esperar, para um jovem morando no Texas, suas influências musicais foram o gospel e o country.



Estimulado pelo pai e pelo tio, Roy começou a cantar em shows e no rádio antes dos dez anos de idade. Aos dez, ele recebeu seu primeiro pagamento como cantor num concurso de talentos. No começo de sua adolescência, ele já viajava pelo Texas. Sua primeira banda, aos treze anos, foi The Wink Westerners formada por amigos de escola. Depois ele mudou para The Teen King. Roy Orbison estudou o primeiro grau em escolas de Vernon, Fort Worth e Wink, no Texas. Ele fez o colegial na Wink High School de 1950 a 1954.



Roy estudou por dois anos na Universidade do Texas. Ele pretendia estudar geologia, pois seu pais trabalhava nos campos de petróleo. Enquanto ele estava na universidade, Pat Boone, um amigo, convenceu-o a formar uma nova banda. Após se formar, Roy trabalhava no campo de petróleo e tocava à noite.



Suas apresentações ao vivo fizeram entrar em contato com Johnny Cash, que aconselhou Roy a mandar uma cópia de Ooby Dooby para a Sam Phillips da Sun Records, gravadora de Elvis Presley e Jerry Lee Lewis. Em junho de 1956, estava gravado o seu primeiro grande sucesso, Ooby Dooby, vendendo 20.000 cópias À princípio pretendia ser apenas um compositor de rock, mas com o tempo, decidiu gravar suas próprias canções e impressionou o mundo com sua voz forte e frequentemente preferindo permanecer em tons agudos.



Roy Orbison, assim como aconteceu com seu amigo Elvis Presley, foi confundido, no início de sua carreira, por disc jockeys e por quem ouvia sua músicas, como um cantor negro, devido ao seu tipo de voz. O primeiro grupo famoso à gravar uma música de Roy foi The Everly Brothers: Claudette, uma de suas primeiras composições e que Roy dedicou à sua primeira esposa, em 1958.



Alguns anos depois, Roy Orbison, como em agradecimento aos Everly Brothers, gravou dois de seus grandes sucessos: Bye Bye Love no seu álbum Lonely & Blue, em 1960 e All I Have To Do is Dream, no seu álbum In Dreams, em 1963. Ainda com relação à gravação de Claudette, Roy Orbison usou seus direitos autorais resultantes deste sucesso para livra-lo do contrato com a SUN RECORDS e assinar com a gravadora MONUMENT. Sua primeira gravação Up Town, em 1960, já constava da lista de sucessos dos EUA. Neste mesmo ano, sua canção Only The Lonely foi rejeitada por Elvis Presley e os Everly Brothers e Orbison decidiu ele mesmo gravar. O resultado foi sensacional: a canção atingiu o topo das paradas da Inglaterra e por pouco não chegou ao ponto máximo dos EUA, vendendo dois milhões de discos.



Comenta-se que Roy Orbison, uma pessoa tímida e de poucas palavras, usava óculos escuros para corrigir o seu astigmatismo crônico. Ainda na década de 60, gozou de sucesso sem precedentes, tanto na Inglaterra como nos EUA, usando seu estilo de baladas românticas como Blue Angel, Running Scared, Crying, Dream Baby, Blue Bayou e In Dreams . Mesmo durante o sucesso dos Beatles (de quem tornou-se amigo) na América, Orbison foi um dos poucos artistas americanos que manteve seu sucesso comercial.



Durante o auge dos Beatles nas paradas de sucesso, ele foi por duas vezes o número um na Inglaterra com o poderoso It's Over e o seu maior sucesso Oh, Pretty Woman, vendendo 7 milhões de discos em 1964. Sua fama era tão grande, que os Beatles se sentiram orgulhosos por terem feito uma turnê com ele em 1963 (existe o comentário de que música Please Please Me teve grande influência do estilo de Roy Orbison). Roy considerava a Inglaterra sua segunda pátria, consequência de seu grande sucesso naquele país e das turnês frequentes que lá ele fazia.



Em 1965, Roy Orbison assinou com a MGM, pensando na possibilidade de ser um ator de cinema, como foi Elvis Presley. De fato, ele chegou a gravar um filme em 1968: The Fastest Guitar Alive, no entanto, de pouco sucesso. Roy Orbison sempre gostou de música country e nunca escondeu sua admiração pelo cantor e compositor Don Gibson. Tanto é assim, que em 1967 Roy gravou um álbum chamado Roy Orbison Sings Don Gibson, o que se tornou algo inédito, pelo fato de Roy ser o autor da maioria de suas canções gravadas. Apenas para lembrar, Roy gravou, de autoria de Don Gibson: I Can't Stop Loving You, I'd Be a Legend in My Time, Too Soon to Know, entre outros.



Roy Orbison sofreu grande tragédia em sua vida, quando em 1966, sua esposa Claudette Frady morreu num acidente ao cair do banco traseiro de sua moto e em 1968, quando um incêndio destruiu sua casa, matando dois de seus três filhos (Roy Duwayne Orbison e Anthony King Orbison).



Roy Orbison se casaria novamente, em 1969, com Barbara Orbison. Os anos que se seguiram foram tempos obscuros em sua carreira. Na década de 70, além de passar por problemas financeiros, em 1979 sofreu uma operação do coração e só foi relançado em 1980, quando conquistou um GRAMMY pelo seu dueto com Emmylou Harris na música That Lovin' You Fellin' Again, do filme Roadie. Em 1986, seu outro sucesso, In Dreams, fez parte da trilha sonora do filme Blue Velvet (Veludo Azul).


Em 1987 Roy Orbison foi incluído no Hall da Fama do Rock'n Roll e nesta cerimônia ele cantou Oh, Pretty Woman com Bruce Springsteen. Neste mesmo ano, Orbison assinou contrato com a Virgin Records, onde regravou todos seus sucessos, pois muitas das gravações originais estavam "presas" devido ao processo de falência. O resultado foi o álbum In Dreams. Em 1988, Roy ganhou o GRAMMY pelo dueto com K.D.Lang na música Crying. Em 1988 produziu o álbum e o vídeo A Black And White Night (Roy Orbison and Friends) onde aparecem vários astros da música, como Bruce Springsteen, Tom Waits e Elvis Costello.



Neste mesmo ano juntou-se a George Harrison, Bob Dylan, Tom Pretty e Jeff Lynne formando os "Travelings Wilburgs". No entanto, nesta banda, eles não revelaram seus nomes verdadeiros e diziam que era composta por quatro irmãos (Roy, neste caso, era conhecido como Lefty Wilbury). O lançamento deste álbum foi esplêndido a conquistaram o GRAMMY em 1989. Todos esperavam que a carreira de Roy Orbison estouraria novamente, quando sofreu um ataque cardíaco fatal, em Nashville.



O lançamento do disco Mystery Girl, finalizado postumamente em 1989, foi considerado pela crítica como o mais bem sucedido álbum de toda sua careira, não simplesmente como uma homenagem póstuma mas pelo fato deste disco conter canções que mostravam um homem descontraído e com uma voz que nunca havia soado melhor, como por exemplo You Got It, She's a Mistery to Me, Califórnia Blue, A Love So Beautiful, In The Real World, The Comedians, etc. Em 1992, foi lançado o álbum King of Hearts, contendo algumas músicas inéditas.



Sobre este álbum, Barbara Orbison comentou: "Uma das perguntas que me faziam nestes três últimos anos, era se Roy havia deixado material suficiente para mais um álbum. Este disco, é a resposta". Roy Orbison ficou conhecido como o lendário Big "O". Alguns de seus sucessos foram temas de filmes, como Wild Heart (Insignificance), In Dreams (Veludo Azul), Oh, Pretty Woman (Uma Linda Mulher), Crying, em dueto com K.D.Lang (Hiding Out) e A Love So Beautiful (Proposta Indecente).



É fantástico ver a legião que Roy nos deixou e como o mundo reconheceu. Em 1989, Roy e k. d. lang ganharam o Grammy pelo dueto de Crying. Em fevereiro de 1990, o Roy Orbison Tribute Concert to Benefit the Homeless (Concerto em Tributo a Roy Orbison em Benefício aos Desabrigados) reuniu vários músicos. Don Was, Gary Busey, Dean Stockwell, Patrick Swayze, Bernie Taupin, The Original Byrds (David Crosby, Chris Hillman and Roger McQuinn), Cindy Bullens, T-Bone Burnett, Johnny Cash, Bob Dylan, Chris Frantz, Larry Gatlin, Emmylou Harris, John Hiatt, John Lee Hooker, Chris Isaak, B. B. King, k. d. lang, Michael McDonald, NRBQ, Iggy Pop, Bonnie Raitt, Michelle Shocked, Ricky Skaggs, Stray Cats, Pete Townsend, Was (Not Was), Dwight Yoakam and Tina Weymouth lembraram Roy cantando suas músicas. No final de 1990, Roy entrou para o Songwriters Hall Of Fame (Hall da Fama dos Compositores). No mesmo ano, You Got It e Mystery Girl foram grandes sucessos no mundo todo.



Em 1991, Roy recebeu um Grammy por Oh, Pretty Woman do álbum A Black and White Night Live, um show ao vivo com a presença de Jackson Browne, T-Bone Burnett, Elvis Costello, k. d. lang, Bonnie Raitt, Steven Soles, J. D. Souther, Bruce Springsteen, Tom Waits and Jennifer Warnes. Esse ano, duas músicas de Roy esteve entre as vinte melhores no Reino Unido. Ele tem estado nas paradas por mais de quatro décadas. Inacreditável para um homem que quando perguntavam como ele gostaria de ser lembrado simplesmente respondia, "Eu só gostaria de ser lembrado..."



Em novembro de 1996, outro álbum, "The Very Best of Roy Orbison", foi lançado. Neste disco está todos os grandes sucessos, desde o começo de sua carreira até o seu final. Roy Orbison está enterrado no Westwood Memorial Park em Los Angeles, Califórnia. Seu túmulo está sem identificação, porém, os registros do cemitério indicam que está na seção D, número 97.







Referência Bibliográfica:
Por Gunnar David

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Roxette

O Grupo Roxette foi formado pela dupla Per Gessle e Marie Fredriksson na Suécia, em 1986. Atingiram o auge de sua carreira com o lançamento de seu segundo álbum: Look Sharp! (88), que trazia “The Look” e “Listen to Your Heart”, que viria a ser tornar dois dos maiores hits do grupo. Desde então, colecionaram vários hits, vendendo entre álbuns e singles, cerca de 75 milhões de cópias.


Em Novembro de 2005, Per e Marie apareceram no Hotel Dorchester em Londres em uma apresentação de prêmios da BMI (Broadcast Music Incorporated). Gessle recebeu um prêmio pela música"It Must Have Been Love", que foi tocada nas rádios dos Estados Unidos mais de 4 milhões de vezes.

A cerimônia marcou a primeira vez que Gessle e Fredriksson apareciam em público, desde da cirurgia para retirada de um tumor cerebral da Marie em 2002. Quando perguntado por um repórter se haveria uma volta do Roxette, Gessle respondeu: "Ainda não decidimos. Nenhuma porta está fechada. .. Ainda estamos jovens".


Em 2006 foi lançado "The Rox Medley" em comemoração ao 20º Aniversário da banda, além de uma nova compilação, chamada "A Collection of Roxette Hits- Their 20 Greatest Songs”, que traz duas músicas inéditas “One Wish” e “Reveal”, e também um box chamado "The Rox Box / Roxette 86-06" que tem 4 CDs + DVD com 60 vídeos, que inclui o Acústico MTV!


O medley inclui 6 singles do Roxette: "The Look", "Joyride", "Listen to Your Heat", "Dangerous", "It Must Have Been Love" e "Fading Like a Flower (Everytime You Leave)” e foi lançado como b-side do single "One Wish", que foi lançado internacionalmente no dia 6 de Outubro e que foi o primeiro som da dupla em 4 anos e gravado para comemorar os 20 anos do Roxette. Na capa a dupla está numa pista de boliche e o clipe é feito de novas e velhas imagens de vídeos da dupla durante todos os anos de sua carreira.



Fonte:

Graziela Lima de Souza  www.anos80.com.br/antenna/

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Biografia de Milton Nascimento



Gravou a primeira canção, Barulho de trem, em 1962. Em Três Pontas, integrava, ao lado de Wagner Tiso, o grupo Ws Boys, que tocava em bailes. Mudou-se para Belo Horizonte para cursar Economia, onde, tocando em bares e clubes noturnos, começou a compor com mais frequência; datam dessa época as composições Novena e Gira Girou (1964), ambas com Márcio Borges.


Clube da Esquina Na pensão aonde foi morar na capital, no Edifício Levy, Milton conheceu os irmãos Borges, Marilton, Lô e Márcio. Foi num desses bares em troca de pão e escondidos do Juizado de menores que, ao lado dos irmãos, Borges formou, em 1969, o importante conjunto musical Clube da Esquina, meca da MPB da década de 70.

Dos encontros no bar da esquina das Ruas Divinópolis com Paraisópolis surgiram os acordes e letras de canções como Cravo e Canela, Alunar, Para Lennon e McCartney, Trem azul, Nada será como antes, Estrelas, São Vicente e Cais. Aos meninos fãs do The Beatles e do The Platters vieram juntar-se Tavinho Moura, Flavio Venturini, Beto Guedes, Fernando Brant, Vermelho, Toninho Horta.

Em 1972 a EMI gravou o primeiro LP, Clube da esquina, que era duplo e apresentava um grupo de jovens que chamou a atenção pelas composições engajadas, a miscelânea de sons e riqueza poética. O Clube da esquina escreveu um dos mais importantes capítulos da história da MPB. Chamou a atenção dos músicos brasileiros e estrangeiros, dada a sua ousadia artística e criatividade inovadora.

Quando de seu lançamento, a crítica especializada não teve a capacidade de entender o que estava acontecendo e fez comentários severos a respeito da obra. Pouco tempo depois o disco teve reconhecimento internacional e ganhou o prestígio merecido aqui no Brasil também.

O álbum virou disco de cabeceira de músicos no mundo inteiro, tornando-se referência estilística e estética da música contemporânea, e levou Milton Nascimento a ser convidado por Wayne Shorter a gravar um disco com ele, em 1975. O disco chamava-se Native Dancer e serviu para projetar Milton de uma vez por todas no mercado norte-americano.Milton transcendeu o anonimato como cantor gravando um LP no Rio de Janeiro em 1966.

EM 1967, segundo o trecho da contracapa do disco Milton e Tamba Trio: Milton Nascimento entrou no estúdio acompanhado pelo Tamba Trio, no Rio de Janeiro, em 1967, para gravar seu primeiro disco.

O encontro de Milton & Tamba com os arranjos de Luizinho Eça fazem de Travessia um álbum definitivo e eternamente moderno. No mesmo ano, a composição Canção do Sal foi gravada por uma cantora até então desconhecida, Elis Regina.

A convite do músico Eumir Deodato, gravou um LP nos Estados Unidos (Courage), onde se destacam Catavento e uma versão de Travessia chamada Bridges.

Em 1970 realiza temporadas no Rio de Janeiro e em São Paulo com o conjunto Som Imaginário, destacando-se desse período Para Lennon e McCartney (1970, com Fernando Brant, Márcio Borges e Lo Borges) e Clube da Esquina.

No disco Sentinela (1980), foi um grande sucesso a composição Canção da América. No ano seguinte, estourou a canção Caçador de Mim.

Também participou e compôs a trilha sonora de filmes como Os Deuses e Os Mortos (1969, direção de Ruy Guerra), e Fitzcarraldo (1981, direção de Werner Herzog).Entre outros sucessos, destacam-se Maria, Maria (1978, com Fernando Brant), e a interpretação de Coração de Estudante (Wagner Tiso), que se tornou o hino das Diretas Já (movimento sócio-político de reivindicação por eleições diretas, 1984) e dos funerais de Tancredo Neves (1985). Posteriormente, a Canção da América, que versa sobre a Amizade, foi o tema de fundo dos funerais de Ayrton Senna (1994).
Site Oficial: http://www.miltonnascimento.com.br/

terça-feira, 29 de junho de 2010

Superações

Todas as superações são resultados dos desafios conquistados, todos os desafios são resultados dos problemas e os problemas são a oportunidade para crescimento, aprendizado e reconhecimento de nós mesmos. À partir daí somos capazes de amar.

(Marcelo Rodrigues)

terça-feira, 20 de abril de 2010

Natal e Mudas de Alface


Bom, quero agradecer em primeiro lugar este ensinamento que o texto abaixo (na íntegra) de um e-mail que recebi do meu afilhado Marcos Aurélio Monaro.

O texto não é meu, é do Pe. Fabio de Melo, mas lendo-o me fez lembrar dos natais que passava quando criança e como aquilo tudo era muito importante para mim... A minha familia se reunia na casa de meus avós maternos e como criança, via tudo com olhos inocentes que brilhavam como as bolas ( de vidro) das árvores de natal e canticos natalinos, principalmente a música da turma da Mônica.."... Feliz natal para todos, feliz natal..." barulhos de presentes, minha tia Dita que brigava com a gente por brincar no chão recém encerado....


Bem vamos ao texto.



Fabio de Melo nos mostra neste conto, um ensinamento de sua mãe numa manhã enquanto plantava mudas de alface no canteiro. Sua mãe refere-se à metáfora em que Deus nos tira do lugar errado e coloca no certo. Se deixar as mudas na caixa, irão morrer.
quem tiver um tempo, imagino que não será perdido. Não levará mais do que 5 minutos de leitura.. mesmo não tendo feito nenhum curso de leitura dinâmica.....
abçs..
Natais e mudas de alface
A manhã chuvosa parecia costurada nos embaraços de uma noite mal dormida. O vulto de mulher prateado pelos raios de um sol recém nascido recolhia do tempo as agruras de saber-se temporário, imperfeito, afeito aos desajustes de um amor que adormeceu, mas que não desaprendera de amanhecer.
Era um corpo de dor, de menstruadas esperanças, de saudades e partos. Corpo de mãe, corpo de cumprir oficio de curar joelhos esfolados, de dar banhos que tinham o poder de lavar corpos e almas num mesmo acontecimento. Corpo de amamentar filhos que crescem.
Aquela mulher e aquelas manhãs de dezembro. As recordações de seu tempo de menina, pobreza reconhecida, trazida na cara e denunciada pela moldura de olhos que não sabiam mentir.
O plantio programado, compromisso que nem mesmo a dor acontecida nas recentes horas poderia adiar, tinha ares de ritual religioso. A sementeira ao lado, moldada numa caixa de papelão resistente, sobre o canteiro que nasceu de suas mãos pequenas, esperava pela oportunidade de cumprir no tempo o destino de dar continuidade à obra da criação.
Morrer e viver são atos que se conjugam sem pressa. A mulher sabia de tudo isso. As mudas miúdas também. Dotadas de sabedoria vegetal, cresciam ao seu tempo com a mesma simplicidade que é própria de quem não procura outro destino senão o seu.
Aquela mulher sabia mais. As mudas não mudam. São sempre as mesmas desde o tempo de sua mãe. Oficio aprendido que se estende no tempo, feito consumação de uma despedida que se cumpre aos poucos, bem aos poucos.
Mudas de alface estão carregadas de sentido. Nelas, prepara-se o futuro que afugenta a fome, traz vibrações ao modo de carecer. Recordo-me com saudade. O tempo era de chuvas. Jabuticabeiras explodiam. Pequenos frutos pendurados em seu corpo de árvore-mãe, tal qual a minha mãe e seus meninos pendurados na cintura, entrelaçados nas pernas e puxando seus braços.
Dezembro tinha cores e histórias diferentes. Vitrines iluminadas, cartões de ocasião sendo preparados pela minha irmã, para que mesmo com simplicidade pudéssemos desejar votos de felicidades.
Presépio sendo retirado da caixa, árvores coloridas de bolas vermelhas, anunciando que nossa pobreza seria ainda mais exposta. Mas não havia problema. Nossa árvore, mesmo tão pobre, já era nossa alegria. As jabuticabeiras nos curavam de tudo...
Minha mãe e sua capacidade de replantar o mundo a partir de mudas de alface era o símbolo mais vivo de nosso Natal. Com seu jeito simples e hábitos rotineiros, ela condensava todas as virtudes que o acontecimento nos sugeria. "O menino Jesus é quem merece presente neste dia!", ensinava-nos como se quisesse modificar a ordem do mundo. E assim acreditávamos.
Nossos presentes eram poucos. Quase nenhum. Só mesmo para não passar em branco, mas o mais importante nós não deixávamos de receber. O sorriso farto, a oração em família, a missa do galo e o nosso Natal já estava completo.
Aquela mulher nos fazia esquecer o que não tínhamos. Transplantava-nos, como fazia com as mudas de alface. Deixávamos o chão estreito da sementeira e caiamos com nossas raízes nos canteiros fartos da simplicidade que ela sabia construir.
E assim era o nosso Natal.

quinta-feira, 25 de março de 2010

A ARTE DE LIDERAR



A ARTE DE LIDERAR

Por *Deborah Epelman
O mundo de hoje está mudando de uma forma extraordinária... as mudanças antigamente levavam décadas para acontecer e hoje estão acontecendo em meses e às vezes até em dias....
Com isso, o Líder de hoje é muito diferente do de antes, pois ele deve ser muito mais um sábio do que um técnico... deve acompanhar todas as mudanças... além disso antigamente o bom Líder era aquele que sabia mandar, e hoje ele deve saber compartilhar e investir nas pessoas para que elas dêem o melhor de si mesmas.
Quando falo sobre o Líder, estou falando de qualquer pessoa, de qualquer idade, que atue na Vida desta maneira... pode ser uma criança liderando seus amiguinhos na hora de brincar; um adolescente liderando sua "tribo"; uma dona de casa liderando seu lar; um atleta liderando seu time; um gerente liderando seus colaboradores.....
Liderar é uma maneira de agir, uma maneira de ser, não é algo somente de fora, somente para outros, para pessoas famosas. É uma parte natural da Vida.
Liderar é desenvolver a visão do que é possível e ser capaz de inspirar outros a ajudá-lo a realizar estas possibilidades.
Ser Líder significa desenvolver competência e talento internos completamente.
Vivemos em Sistemas o tempo todo... começando pelo nosso Sistema Interno (partes e órgãos internos), nosso Sistema Familiar, Profissional, Social, Comunitário, até o Sistema da Natureza, o Sistema Solar, o Universo... fazemos parte direta ou indiretamente de todos eles e eles interferem em nossas Vidas.
Então, para ser um bom Líder, a pessoa precisa primeiro saber liderar bem seu Sistema Interno pois sem Auto-Conhecimento, sem conseguir "dirigir seu próprio carro", como é que alguém pode querer dirigir outras pessoas? Antigamente víamos líderes que só sabiam mandar e que perdiam completamente o controle de si mesmos por coisas bem pequenas... hoje estes perdem é a condição de serem líderes!!!
Depois a pessoa deve conhecer os Sistemas que fazem parte de sua Vida para poder viver de forma congruente. Não tem nada mais desagradável do que alguém que quer ser Líder falar algo e fazer outra coisa diferente... ou seja, não agir de forma congruente com suas palavras.
Em Inglês há a expressão "walking my talk" que fala exatamente sobre isso... quando o Líder fala uma coisa e faz outra, como conseqüência perde credibilidade.
Outra coisa muito importante nos dias de hoje é a filosofia do "ganha/ganha", ou seja, o bom Líder é aquele que sempre age de forma que todos os envolvidos saiam ganhando... o Líder que "passa por cima" das pessoas está "por fora"!!!
Hoje e cada vez mais o mundo está transformando a Competitividade pela Cooperação e o Líder deve ser o primeiro a atuar desta forma.
Líderes! Vamos juntos ajudar o Mundo a completar esta transformação!


sábado, 20 de março de 2010

Bem te vi

Bem te vejo,

Bem te digo,

Bem te quero,

benfazejo,

sempre aqui,

Bendito é o fruto,

DEUS te guarde

nas florestas,

onde entre, réstias,...

Bem te vi


(André L. Soares)

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Apenas Ontem .....

Carpenters
(We've Only Just Begun)

http://www.youtube.com/watch?v=6inwzOooXRU&feature=related

(Close to you)

Karen Anne Carpenter (Nasceu em 15/10/50, faleceu em 1983) e Richard Lynn Carpenter (15/10/46) Connecticut (USA)

Com seu estilo melódico, eles levaram à parada de sucessos muitas canções no Top 40 da música americana. Estima-se que venderam mais de 100 milhões de discos, números que os levam a lista dos artistas mais populares de todos os tempos.
Os irmãos Carpenter mudaram-se com seus pais para a Califórnia em 1963 e se estabeleceram em Los Angeles, no subúrbio de Downey. Richard desenvolveu seu interesse pela música desde criança, tornando-se um prodígio do piano. Karen não manifestou seus talentos musicais até a escola secundária, quando se juntou à banda e logo assumiu a bateria, após ter tentado infrutiferamente tocar outros instrumentos musicais. A dupla, com o baixista Wes Jacobs, formou o Richard Carpenter Trio em trio de jazz instrumental, que ganhou a Batalha das Bandas no Hollywood Bowl em 1966, mas foi recusado pela RCA, que duvidou do potencial comercial da banda. Os irmãos logo se juntaram a quatro estudantes de Música da Universidade do Estado da Califórnia em Long Beach e formaram o sexteto Spectrum.
Embora fizessem apresentações, não fecharam contrato com nenhuma gravadora. Mas a experiência se mostrou produtiva: Richard encontrou em seu colega John Bettis um letrista para suas composições.
Após o fim do Spectrum, os Carpenters decidiram continuar como dupla com Richard no piano, Karen na bateria e ambos como vocalistas.
Contratados para tocar em uma festa no lançamento de um filme em 1969, a estrela desse filme, Petula Clark, apresentou-os a Herb Alpert com quem a dupla assinou um contrato pelo selo "A&M Records". Seu primeiro disco, Offering, tinha várias composições de Richard no tempo Spectrum e uma canção de muito sucesso dos Beatles, “Ticket to ride”, que se transformou em um sucesso dos Carpenters.
Os Carpenters estouraram nas paradas de sucesso em 1970 com a canção de Burt Bacharach e Hal David, “(They long to be) Close to you” (do disco de mesmo nome), que atingiu o topo e nele ficou por quatro semanas. A gravação seguinte, "We've only just begun", atingiu o segundo lugar e seu tornou o maior sucesso da dupla no final de 1970. No início de 1975 fizeram uma versão de um sucesso dos Marvelettes, "Please Mr. Postman", que atingiu o primeiro lugar das paradas mas foi último atingir essa posição. No meio da década de 70, o excesso de turnês e as longas sessões de gravação começaram a atrapalhar o duo e contribuíram para as dificuldades profissionais enfrentadas no final dessa década. Karen fazia dietas obsessivamente e desenvolveu anorexia nervosa, a qual se manifestou pela primeira vez em 1975, quando exausta e enfraquecida, foi forçada a cancelar apresentações. Richard, enquanto isso, desenvolveu dependência de soníferos, que começaram a afetar seu desempenho no final dos anos 70 e levaram ao fim das apresentações ao vivo da dupla em 1978 e à sua internação em uma clínica. No início de 1979, Karen, não desejando permanecer parada enquanto seu irmão se recuperava na clínica, decidiu gravar e lançar um álbum solo com o produtor Phil Ramone em Nova York. Seu disco (Karen Carpenter) tinha um estilo mais adulto e disco, em um esforço para mudar sua imagem. O resultado do projeto teve uma recepção morna de Richard e os executivos da A&M Records e no início de 1980, Karen primeiramente hesitou, abandonando por fim seu disco solo, que seria lançado apenas em 1996, 16 anos depois, após sua morte. Karen preferiu lançar outro disco com Richard (já recuperado da dependência de soníferos), que se transformou no álbum Made in America, lançado em 1981. Os problemas pessoais, entretanto, diminuíram as possibilidades de um retorno às paradas e Karen teve um casamento que não deu certo com Thomas Burris, a separação ocorreu um ano depois. Em 1982, Karen foi Nova York procurar tratamento com o psicoterapeuta Steven Levenkrom para suas desordens alimentares decorrentes da anorexia nervosa, voltando naquele mesmo ano disposta a refazer sua carreira. Ela rapidamente ganhou 5 quilos em uma semana, o que aumentou os danos a seu coração, resultado de anos de dieta e abusos. Em 4 de fevereiro de 1983, Karen sofreu uma parada cardíaca na casa de seus pais em Downey e teve sua morte declarada no Hospital Memorial de Downey aos 32 anos. Após a morte de Karen, Richard continuou a produzir canções da dupla, inclusive muito material inédito e várias coletâneas, tendo lançado o disco Voice of the Heart no final de 1983. Sua dedicação em proteger a imagem dos Carpenters e o legado de gravações gerou muitas críticas, principalmente quando ele impediu em 1987 o lançamento do curta-metragem Superstar: a História de Karen Carpenter, de Todd Haynes, que se utilizou de bonecas Barbie para mostrar a morte precoce de Karen. Embora a crítica tenha dito que tudo foi mostrado de forma um tanto compassiva, a história mostrada não é nada favorável à família, retratada de forma desagradável. Richard conseguiu proibir a execução do curta com base na violação dos direitos autorais das canções, usadas sem permissão. Um telefilme de 1989, A História de Karen Carpenter, produzida com a ajuda de Richard teve audiência na época de seu lançamento. Nesse ano, foi lançado o disco Lovelines, com canções que não entraram nos discos anteriores e do disco-solo de Karen, que como já foi dito, seria lançado em 1996, Karen Carpenter. Hoje, Richard Carpenter vive com sua esposa, Mary Rudolf-Carpenter e suas quatro filhas em Thousand Oaks, Califórnia e o casal se tornou grande fomentador da produção artística na cidade. Richard é também colecionador de carros antigos.
Referência: Wikipédia e site oficialSite oficial: http://www.richardandkarencarpenter.com/
Discografia:
Offering (1969), Ticket to Ride (1969), Close to You (1970), Carpenters (1971) A Song for You (1972), Now and Then (1973), The Singles - 1969-1973 (1973), Horizon (1975), A Kind of Hush (1976), Passage (1977), Christmas Portrait (1978), Made in America (1981), Voice of the Heart (1983), Lovelines (1989), Karen Carpenters (1996), Carpenters Christmas Collection (1998), As Time Goes By (2002), Carpenters Gold (2004), The Singles - 1969 – 1981 (2005)