quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Patinha

Tenho passado 15 anos nesta empresa e consegui finalmente reconhecer quem realmente são meus amigos, digo amigos verdadeiros.
Existe uma pessoa, que não vou citar o nome, porque ela própria quando ler vai saber que é ela, que sempre demonstrou interesse em resolver problemas no trabalho, seja problema da atividade dela própria, seja problemas no departamento, seja problemas dos colegas de trabalho, mas sempre demonstrou interesse para isso. De certa forma sempre conseguiu resolvê-los, porém sempre foi mal compreendida, por seu jeito de ser, por seu jeito de conversar, de tratar as pessoas ou de trabalhar, as vezes sua mesa parecia muito bagunçado para nós, mas para ela era a forma de organizar seus dados diários para respostas rápidas.
Tenho muito orgulho de tê-la conhecido e de aprender muito com ela, é como se fosse uma joia que necessitava de lapidação, pois ali se concentra muita competência pelo tamanho dela.
Mas dentre as pessoas que julgo amigas, ela se destaca pelo seu jeito verdadeiro de ser, mesmo tendo as vezes problemas maiores do que dos colegas, sempre mostrava interesse, "pescava" algum assunto no ar e dizia: " Não sei, mas escutei alguém dizer isso..." " peguei no ar"... isso mostra sua atitude pró-ativa em resolver problemas, mesmo porque eu no meu estado de aprendizado e estritamente operacional, não tinha todas as informações que precisava.
Mas enfim, como tudo nesta vida passa, ela saiu da empresa e com ela se foi a única amiga que realmente eu conhecia.
Desejo a ela todo o sucesso, mesmo porque o sucesso está dentro de nós.
Ela é vencedora e prova isso sendo a dona de seu destino.
Muito obrigado Paty, por brigar comigo, por me ensinar e ajudar nos problemas, por aprender comigo.

Rogo a DEUS para continuar te iluminando.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

A Dor do Mundo

    Li recentemente na revista veja um texto da escritora Lya Luft, sobre alguns acontecimentos e realmente faz todo o sentido.
    De maneira tímida e inútil, também tive certa aversão ao que aconteceu e acontece no dia-a-dia, porém não fiz se não lamentar e escrever esta postagem. Infelizmente a angústia referida pela nossa escritora abaixo, ainda me consome.
Certa revolta de nada adianta senão me degradar dia após dia. Tenho passado ultimamente somente me lamentando do que não deu certo, seja por minha incompetência, seja pela incompetência alheia, mas o comodismo que me assola me faz ficar estático, olhando o bonde passar e não fazer absolutamente nada....




    Lya Luft é escritora e nasceu em Santa Cruz do Sul no Rio Grande do Sul, tem como obras:

No Brasil:

- Canções de Limiar, 1964
- Flauta Doce, 1972
Matéria do Cotidiano, 1978
As Parceiras, 1980
A Asa Esquerda do Anjo, 1981
Reunião de Família, 1982
O Quarto Fechado, 1984
- Mulher no Palco
, 1984
- Exílio, 1987
O Lado Fatal, 1989
- O Rio do Meio
, 1996
Secreta Mirada, 1997
O Ponto Cego, 1999
- Histórias do Tempo, 2000
- Mar de dentro, 2000
(Todos os livros foram publicados pelas Edições Siciliano e Mandarim, São Paulo - SP)

Perdas e ganhos, 2003 - Editora Record
No exterior:

- The Island of the Dead (O Quarto Fechado), E. U. A.


Os dados acima foram obtidos em livros da autora, páginas da Internet e em artigo publicado por Álvaro Alves de Faria, jornalista, poeta e escritor.






Mas vamos ao texto na íntegra:

A dor do mundo, por Lya Luft

Por muito tempo achei - escrevi e disse - que os males humanos foram sempre mais ou menos os mesmos, e que a loucura toda já contamina o nosso café da manhã da manhã pelo universo cibernético. As aflições, as malandragens, as corrupções, os assassinatos absurdos, os piores aleijões morais, tudo é meu, seu, nosso pão de cada dia. Mas de tempos para cá, comecei a achar que era lirismo sentimental meu. Estamos bem piores, sim. Por sermos mais estressados, por termos valores fracos, tortos ou nenhum, porque estamos incrivelmente fúteis e nos deixamos atingir por qualquer maluquice, porque até nossos ídolos são os mais transtornados, complicados. Nossos desejos não têm limite, nossos sonhos, por outro lado, andam ralinhos. Temos manias de gourmet, mas não podemos comer. Vivemos mais tempo, mas não sabemos o que fazer com ele. Podemos ter mais saúde, mas nos intoxicamos em excesso de remédios. Drogas habituais não bastam, então usamos substâncias e doses cavalares.
    A sexualização infantil é um fato e começa em casa com mães amalucadas e programas de televisão pornográficos a qualquer hora do dia.


O endeusamento da juventude a enfraquece, os adolescentes lidam sozinhos com a explosão de seus hormônios e a permissividade geral que anula limites e desorienta.


A pressão social e até a insistência de governantes nos impõem o deus consumo, que nos deixa contentes até as primeiras, segundas, definitivas dívidas baterem à porta: a gente abre, e está atolado até o pescoço.
    Uma cantora pop, que me desinteressava pela aparência e por algumas músicas, morre, mata-se, por uso desmedido de drogas ( álcool sendo uma delas) aos 27 anos. Logo se exibe (quase com orgulho, ou isso já é maldade minha?) uma lista de brilhantes artistas mortos na mesma idade pela mesma razão. Nas homenagens que lhe fazem, de repente escuto canções lindas, com uma voz extraordinária: mais triste ainda, pensar que esse talento se perdeu. Um louco assassino prepara e executa calmamente a chacina de dezenas de crianças e adolescentes num acampamento em ilha paradisíaca das terras nórdicas, onde o índice de desenvolvimento humano é o maior do planeta, e quase não existe a violência, que por estas bandas nos aterroriza. Explode edifícios, depois vai para a ilha, mata todo mundo, confessa à polícia que fez coisas atrozes mas que "era necessário", e que não aceitará a culpa.
    Viramos assassinos ao volante, de preferência bêbados. Nossos edifícios precisam ter portarias treinadas como segurança, nossas casas, mil artifícios contra invasores, andamos na rua feito coelhos assustados. Não há lugar nas prisões, então se solta a bandidagem, as penas são cada vez mais brandas ou não há pena alguma. Pena temos nós, pena por nós, pela tão espalhada dor do mundo. Sempre falando em trilhões, brigando por quadrilhões, diante da imagem das crianças morrendo de fome na Etiópia, na Somália e em outros países, tão fracas que não têm mais força para engolir o mingau que alguma alma compadecida lhes alcança: a mãe observa apática as moscas que pousam no rostinho sofrido. Estou me repetindo, eu sei, talvez assim alivie um pouco a angústia da também repetida indagação: que sociedade estamos nos tornando?
    Eu, recolhida na ponta inferior deste país, sou parte dela e da loucura toda: porque tenho alguma voz, escrevo e falo, sem ilusão de que adiantará alguma coisa. Talvez, como na vida das pessoas esta seja apenas uma fase ruim da humanidade, que conserva fulgores da solidariedade e beleza. Onde não a  matamos, a natureza nos fornece material de otimismo: uma folha de outono avermelhada que a chuva grudou na vidraça, a voz das crianças que estão chegando, uma música que merece o termo "sublime", gente honrada e produtiva, ou que cuida dos outros. Ainda dá para viver neste planeta. Ainda dá para ter esperança de que, de alguma forma, algum dia, a gente comece a se curar enquanto sociedade, e a miséria concreta não mate mais ninguém, enquanto líderes mundiais brigam por abstratos quatrilhões.




Referência: texto extraído da Revista Veja de 3 de Agosto de 2011

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Palco Para o Sorteio da Copa

 Recebi um e-mail sobre o Palco do Sorteio da Copa do Mundo de 2014, resolvi colocar no blog, pois sou contra a realização deste evento no Brasil, tudo pelo gasto envolvido, com construção de estádios, reformas de outros  e tantas coisas a serem feitas em vários âmbitos como: saúde, transporte, emprego, reformas tributárias, etc...
O Pior é que assisti o sorteio da copa e nem sequer pensei nisto, talvez por ser futebestificado ....


Não sei quem é a autora deste texto, mas agradeço a minha amiga Kátia Rodrigues que me enviou este e-mail e claro... já repassei...


Vamos ao texto abaixo:


Que pouca vergonha!
A que descalabro o PT reduziu este país!
Pobre Rio de Janeiro, cheio de deficiências
e vê o dinheiro ser jogado no vaso sanitário!
E quem está relatando isto é
uma carioca fervorosa!




O palco montado no Hell de Janeiro para fazer a "festa" do sorteio dos jogos para a Copa do mundo de 2014 custou aos cofres do estado "mais rico" da federação a baba de, R$ 30.000.000,00 (TRINTA MILHÕES DE REAIS).

vejam que a festa irá durar umas poucas horas em apenas um dia. 
Esse é o reflexo de um país rico e irresponsável, gastar 30 milhetas para fazer um sorteio vai mostrar ao mundo não é a nossa capacidade em promoção de eventos, mas sim a irresponsabilidade e a ganância corrupta que os governantes brasileiros tem com o dinheiro público. 

É muita arrogância de um povo que morre na fila dos hospitais públicos por falta de atendimento médico e de um país que tem que distribuir comida grátis para grande parte da sua população não morrer de fome porque não existem investimentos nas regiões mais pobres que garanta a criação da cidadania.

Enquanto o governo do Hell de Janeiro gasta MILHÕES na promoção desse baita circo para um povo idiotizado pelo futebol. A região Serrana do estado continua soterrada sem o auxilio oficial, e o pouco de recursos que foram enviados à região simplesmente desapareceram na corrupção e ladroagem.

O pior é que o comite organizador do evento disse à imprensa que o alto custo dessa palhalçada foi para atender as "exigências" da FIFA. E também é que a "festa" será transmitida para mais de duzentos países.

Sabemos que a corrupção no Hell e no Brasil é endêmica e geométrica, e a neta do João Havelange, é a chefe do bando organizador. Coincidência não?

30 Milhões que poderiam ser gastos em escolas, segurança pública, na saúde, e principalmente na reconstrução da Região Serrana do estado.

Sabemos também que uma festa desse porte feita em um país sério custaria muito menos da metade do que foi gasto, mas isso é Brasil!!!!

Sinceridade, acordar pela manhã e ler uma notícia dessas é para perder as esperanças neste país.

E o povo vai estar lá, em peso, festejando o fato de serem roubados e feitos de idiotas todos os dias da vida. Protestar, jamais.

E o mais idiota, é ler que a construção do palco está "abusando" da Brasilidade.
Na minha visão "abusar" da brasilidade é: superfaturar, desviar, roubar, se meter a besta, e sofrer de arrogância galopante. 

O Brasil quer mais uma vez mostrar ao mundo a grandiosidade do povo de uma pequenês impressionante.

E tome Ivete Sangalo para "rolar" a festa!!!!

ISSO É UMA VERGONHA!!!!! 

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Dona Cida

Bom, hoje me deparei com uma situação triste, minha mãe começa a ter depressão...
Diz que foi feliz quando trabalhava nas indústrias: Têxteis e Farmaco Quimica.
Certa vez disse que lá nos anos 50 quando trabalhava na Tecelagem e "tocava" dois teares, trazia consigo uma vontade de ajudar seus pais, pois na época seus irmãos eram pequeninos e ela como a mais velha dos filhos de meus avós, foi trabalhar...
Ia mal na escola devido ao problema de visão que sempre teve, mas não sabia, ou se sabia tinha medo de contar pois na época meus avós não tinham condição de comprar óculos.
Na indústria Têxtil, conseguia operar dois teares e como ganhavam por produção, operando dois teares se ganhava mais, mas ainda era pouco. Certa vez conversou com seu chefe para um aumento de salário, mas nada feito, outrora conseguiu uma vaga em uma indústria de remédios e foi trabalhar lá...
Minha mãe sempre foi uma mulher dedicada aos filhos e eu não tenho como reclamar, apesar de ser super protetora, fato este que me segurou muito na vida, porém nada de que não pudesse mudar...
Minha mãe?   Dona Cida....
Tenho hoje a satisfação de fazer caminhadas com ela diariamente, digo até um privilégio....

sábado, 23 de julho de 2011

Nostalgia

A baixo copiei um texto do Luis Fernando Veríssimo que descreve a nostalgia e o envelhecimento do corpo e da alma. Antes quero esclarecer que sempre fui nostálgico. 
Sempre gostei de coisas antigas, histórias do passado e tudo mais, me imaginava viver nos anos 20, anos 30, anos que meus avós eram jovens, onde não existia computadores e internet, onde as horas duravam mais do que 60 minutos. 
Eram anos difíceis para eles (meus avós), mas são coisas da época.
A minha melhor fase foi nos anos 80, mas acredito que a fase da infância e adolescência foi a mais importante para todos...
Nos anos 80, os filmes, as músicas, as bandas eram sensacionais, o rock nacional o surgimento de bandas como Kid Abelha e os Abóboras Selvagens, Blitz, Paralamas do Sucesso, Titãs, Gang 90, Leo Jaime entre outros e a mais fantástica banda nacional na minha opinião Legião Urbana.
Hoje me vejo vivendo nos anos 10 e lembrando dos anos passados e de certa forma me lembrando da vida como era, na escola, no futebol, no campo do Guarani em Suzano, no Raul Brasil, no Marques Figueira e muito mais....
Há de se lembrar também dos tropeços cometidos por falta de experiência, as desilusões, as paixões antigas, as aulas de matemática que me aterrorizava em 1979 e que minha querida mamãe ficava a luz de velas ensinando fazer contas de dividir...etc...
Hoje uso a internet para tentar resgatar amigos antigos, memórias passadas...


Mas vamos ao texto do Luis Fernando Veríssimo " Nostalgia" tirado da revista Veja em 2 de dezembro de 1987.






Luis Fernando Veríssimo
Nostalgia
Ah, os anos 60...
Eu com dor-de-cotovelo ( e muito mais cabelo) ouvindo a Cely Campello tomando uma Cuba com gelo e pensando como eram bons os anos 50 quando se tinha a lembrança distinta de que bons mesmos foram os anos 40 embora menos claro, que os anos 30.
Hoje não consigo pensar assim por mais que tente.
Ah, eu era muito mais nostálgico antigamente...
Sair por aí garimpando a memória, pisando em neurônios e paixões adormecidas, atrás da velhas gírias só para mostrar aos jovens de agora que fui como eles, um bobalhão?   Comigo não violão!
Mas a nostalgia, que consiste em lembrarmos como fomos ridículos um dia, tem uma atração irresistível. De tanto voltar ao passado a minha alma, que nunca se conformou em ter que envelhecer junto com o corpo e sempre insistia em ver o contrato onde isto estava escrito, acabou se dando mal. No outro dia encontrei um bilhete dela colado no espelho. " - Socorro! Estou prisioneira dos anos 50!" Tive que ir socorrê-la. Como se tratava de uma viagem imaginária, me vi nos anos 50 da imaginação, que é me Technicolor e tem trilha sonora do Max Steiner. Não compartilho do saudosismo radical do meu espírito, mas concordo com algumas das suas queixas, como por exemplo, a de que não fazem mais filmes com eurasianas. Também não fazem mais filmes de pirata. E quando foi a última vez que alguém rolou por uma escada no cinema? Antigamente as pessoas viviam rolando escada abaixo, e perdiam o filho. Era ótimo. Mas adivinhei que a minha alma estaria atrás de uma eurasiana e entrei direto em Suplício de uma Saudade, com Jennifer Jones e Willian Holden, o filme mais anos 50 que existe. Minha alma não estava lá, no entanto. Procurei-a na boate Vogue, do Rio, antes do incêndio. Nada. Cheguei a passar correndo pela Rádio Nacional durante o programa do César de Alencar, para espanto do auditório. Mas minha alma não estava. Procurei até numa chanchada da Atlântida, com medo de que o José Lewgoy a tivesse sequestrado. Nada. Já estava desistindo, e pronto para voltar sem alma a 1987, quando ouvi vozes familiares. Os Platters cantando Only You . Mas havia algo diferente no som, algo destoante. Fui investigar e lá estava eu, em espírito, cantando junto com eles.
Era o quinto Platter. Arranquei meu espírito do palco e o trouxe, esperneando, para a era Sarney. Ele tinha mudado a idéia, não queria mais ser salvo. Acho que o compreendo.
O Barão assim narrado que chora o Tejo abandonado e o velho que trocou por nada a juventude transviada estão no mesmo barco "Saudade"
Mudam os tempos mas o exílio é igual.
Outros mares, outro Carnaval.
O que fazer? É a idade.
Nunca mais gordura ou farináceo
ou uou, uou, uou Diana a última flor, inculta e bela, do Art-Palácio.
Camões, Let´s twist again.

Fonte: Revista Veja, 02 de dezembro de 1987

quinta-feira, 7 de julho de 2011

A vida passa de forma sublime e silenciosa

A vida passa de forma sublime e silenciosa, nunca sabemos quando acabará...
Tenho vistos vários anos se passarem em alguns segundos e quando se vê...já passou!
Assim, perdemos o contato, a chance de dizer um obrigado ou até logo.
Recentemente perdi dois entes queridos que passaram pela minha vida como um raio, se pudesse voltar no tempo e dizer tudo o que precisava ser dito ou mesmo agradecer por tudo...
Hoje são lembranças, dos carinhos, das conversas, das convivências...
Peço perdão a vocês pela minha negligência quanto a genro e sobrinho, por algo que deixei de fazer...
Que DEUS possa nos confortar e preparar nosso caminho... Amém
Sabemos que estamos de passagem por aqui, tenho presenciado tanta coisa que nos magoa e depois de tudo vemos que há algo maior.
Saber lidar com as situações só é possível se temos em mente o que realmente é importante.
Uma estrutura psicológica deficiente não aguenta pressões, hoje não se preocupam com quem vai ouvir, simplesmente despejam toda sua ira e raiva se preocupar com quem está ouvindo.
O Certo ou o errado, o tempo vai dizer...