terça-feira, 8 de setembro de 2009

Pilares das Soluções Logísticas




Não é raro nos depararmos com gestores de logística que, quando submetidos a grandes pressões, lançam mão de Soluções que parecem as mais corretas, mas que acabam se mostrando ineficazes. Encontramos chefes que, ao identificar falhas operacionais em suas áreas, apontam um ou vários culpados e colocam em prática a solução mais comum: demitir. Segue-se, então, um ciclo de contratação e demissão, onde novas pessoas são colocadas nos cargos e, em questão de meses, os problemas retornam. Dificilmente, esses gestores fazem uma auto-análise de suas ações, partindo para o típico raciocínio "por que ninguém, além de mim, presta?". É a famosa soberba que cega.
Já no outro extremo encontramos o gestor high tech, para quem tudo se resolve com a implantação de um moderno software. Ele investe recursos numa solução vendida como milagrosa, mas que ao ser implantada demora a funcionar e não traz os resultados esperados. Não há dúvida que a logística somente está no patamar atual, em termos de importância e funcionalidade, devido às avançadas tecnologias que surgiram nos últimos tempos. No entanto, a tecnologia sozinha não funciona, ela precisa que outros elementos estejam alinhados.

Por que esses tipos de soluções falham?

Porque não podemos tratar problemas de logística apenas como uma questão de pessoal ou como uma função de sistemas. Os problemas logísticos precisam ser resolvidos pela sinergia de quatro elementos: pessoas, processos, infra-estrutura e tecnologia. Não podemos atuar em um deles e deixar os demais de lado. A solução só será completa e eficiente, se o gestor, a cada problema, atuar nesses quatro pilares.

Pessoas operam sistemas e processos e , por mais modernos que sejam os sistemas e por melhores que sejam os processos, sem pessoas adequadas e bem treinadas, eles não funcionam. O contrário também é verdadeiro: não adianta ter os melhores e mais qualificados profissionais se os processos são morosos, repetitivos e inadequados. Experimente adequar um poderoso processo ERP (Enterprise Resource Planning) ou SIGE (Sistemas Integrados de Gestão Empresarial, no Brasil) a processos "tortos" e veja que os problemas, ao invés de diminuírem, aumentam exponencialmente.


Referência Bibliográfica

Neverton Timm - jornal: Portos & Comércio Exterior (abril/2007)

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